domingo, 11 de dezembro de 2016

Sequência didática com argila.

 Sequência didática

ARGILA  



"O barro toma a forma 
Que você quiser 
Você nem sabe 
Esta fazendo  
Apenas 
O que o barro quer"     
                                          Leminsk 




  • Faixa etária:  3 a 5 anos. 
  • Tempo: 6 meses. 

  • Objetivos gerais: 
  • Propiciar à criança a vivência com o primitivo por meio da argila que é a matéria-prima mais antiga que se tem conhecimento para a modelagem. 
  • Permitir que a criança entre em contato com a sua subjetividade, transpondo suas experiências pessoais para a modelagem com argila. 
  • Oferecer à criança contato com a cultura indígena. 

  • Objetivos específicos: 
  • Desenvolver a percepção espacial, bem como noções de orientação, direção e proporção. 
  • Ampliar a perspectiva do aluno apresentando as formas espaciais em terceira dimensão  por meio da modelagem com argila. 
  • Apresentar ao aluno materiais e técnicas diversificadas expandindo  o seu repertório.  
  • Estimular a criatividade dando ênfase à experimentação,  deixando o aluno livre para manusear a argila criando obras com base na imaginação. 
  • Oferecer experiência tátil e cinestésica, com atenção especial  voltada para a   estimulação neuropsicomotora de crianças com dificuldades de coordenação e percepção. 
  • Trabalhar formas geométricas básicas, noções de dentro/fora, cheio/vazio. 
  • Explorar texturas e criar superfícies lisas. 
  • Desenvolver o esquema corporal  e a lateralidade. 

    
  • Conteúdo: 
  • Movimento; 
  • Artes visuais;  
  • Linguagem oral e escrita; 
  • Natureza e sociedade;
  • Matemática. 

  • Materiais: 
  •   Argila vermelha; 
  •  Argila amarela; 
  •  Argila branca; 
  • Cola branca; 
  • Tinta plástica; 
  • Tinta guache; 
  • Musgo seco; 
  • Garrafa PET; 
  • Barbante; 
  • Peças de jogos de encaixe; 
  • Forminhas vazadas; 
  • Forminhas  sem saída livre; 
  • Palitos de sorvete; 
  • Papelão;  
  • Garrafa pet; 
  • Jornais; 
  • Pincel; 
  • Água .;
  • Lousa digital; 
  • Câmera digital; 
  • software para edição de imagem; 
  • Software para edição de livros digitais. 

  • Procedimento metodológico: 
OBSERVAÇÃO: Em todas as espatas desta sequência de atividades que  envolvam  o trabalho com argila e tintas, as mesas deverão estar cobertas por qualquer material que mantenha    preservada da sujeira proveniente da  argila e que facilite a limpeza ao final da aula.

1ª ETAPA: Roda de conversa: 
  • Formar uma roda de conversa para apresentar a argila aos alunos e levantar os conhecimentos prévios da turma Explicar o seu valor cultural por meio da contação de história e da leitura de poemas, poesias e livros infantis,  com a observação de algumas produções artísticas e artesanais como: esculturas, tigelas, cumbucas, vasos e etc.,  completando  com um passeio virtual por museus  de artes  utilizando  como recurso a lousa digital.  

2ª ETAPA: Experimentação. 
  • Reunir as crianças nas  mesas pedagógicas e deixar que manipularem livremente a argila:  batendo, enrolando, torcendo, beliscando, amassando, puxando ou alisando.  
  • Entregar para as crianças materiais de diferentes texturas como por exemplo: peças de jogos de encaixeforminhas de plástico vazadas e sem saída livre, palitos de sorvete, barbantes, e etc., para que elas possam explorar e observar as marcas  que estes objetos  deixam ao serem pressionados contra a argila. 

  
 3ª ETAPA: Gravuras.  
  • Pedir para as acrianças alisarem a argila com rolinhos de confeiteiro  em uma superfície plana, depois  cobri-la com cola branca para evitar que rache e despedace depois de seca.   

  • Propor para as crianças fazerem desenhos na argila úmida com palitos de sorvete. 
  • Depois de seca, pintar a argila com guache e pressionar uma folha de sulfite  por cima.  O desenho feito pela criança ficara impresso na folha.  

  • Montar um cartaz com as gravuras feitas pelas crianças e expor na sala de aula. 

4ª ETAPA: escrita do nome. 
  • Pedir para que a criança alise com o rolo de confeiteiro a argila sobre um pedaço de papelão, cobrindo-a com cola branca para que não rache e nem despedace depois de seca. 

  • Solicitar para que a criança escreva a inicial do seu nome com palitos de sorvete na argila úmida. 

  • Depois de seca, deixar que a criança pinte com guache. 

  • Montar um cartaz com o trabalho das crianças para expor na sala de aula ou deixar que elas levem para casa.  

5ª ETAPA: Acordelado indígena. 

  • Ensinar as crianças técnica de modelagem do acordelado indígena, que consiste em sobrepor rolinhos de argila para confeccionar vasos e potes. 
  • Depois de secos, os vasinhos serão pintados pelas crianças com tinta guache e guardados para exposição na mostra pedagógica da escola.  


6ª ETAPA: Esculturas.  
  • Solicitar para que as crianças criem esculturas de argila a partir de sua criatividade e imaginação. 
  • Depois de seca, deixar que as crianças pintem as esculturas com tinta guache. 
  • Expor as esculturas  na mostra pedagógica da escola e posteriormente permitir que  as crianças levem-nas para casa.  

7ª ETAPA:  Construção de maquetes. 

  • Propor para as crianças participarem, com o auxílio do professor da confecção de maquetes para contação de histórias na sala de aula,  que futuramente serão utilizadas na edição  e  publicação de livros digitais gratuitos e sem fins lucrativos pelo Instituto Paramitas (http://institutoparamitas.org.br/). 

  • É importante valorizar a contribuição artística da criança  na construção da maquete para que ela sinta-se inserida no projeto, o que com certeza irá aumentar o seu interesse pelas atividades que serão desenvolvidas no futuro utilizando a maquete em questão.  

  • Será trabalhada a Lenda do Morro do Saboó. As crianças participarão da   confecção de duas maquetes utilizando argila, papelão, garrafa PET, tinta plástica, cola branca, musgo seco e massinha de modelar. 

  • Na primeira maquete, será modelado um vulcão de argila, com a base feita de garrafa PET e papelão.  
  • Quando o vulcão estiver seco, as crianças preencheram as rachaduras da argila com tinta plástica vermelha para dar o efeito de lava vulcânica.  Na base, será colado musgo seco tratado para dar o efeito de vegetação rasteira. Será modelado com massinha escolar um Ipê Amarelo; árvore símbolo da cidade de São Roque. 

  • Na segunda maquete as crianças modelaram o morro do Saboó  utilizando como base papelão e jornal. A argila será umedecida com uma mistura de cola branca e água para reforçar aderência e evitar que a argila rache e se despedace ao secar. 
  • Depois de seco, as crianças pintarão com uma mistura de guache da cor verde e cola branca, a base também será pitada com a mesma mistura e terá musgo seco colado, além de alguns Ipês Amarelos modelados com massinha escolar.  
  • As maquetes ficarão expostas na sala com a finalidade de serem utilizadas na contação de histórias sobre a lenda do Morro do Saboó, posteriormente serão fotografadas para a ilustração de um livro digital.  
 
maquete 1 

maquete 2


  • Consideração finais:  está é uma sequência de atividades interdisciplinares  cuja a metodologia privilegia o desenvolvimento de habilidades de interação, participação e conivência, respeitando o aluno como sujeito do seu próprio desenvolvimento, construtor da sua história e da sociedade em vive.  

  • Avaliação:  Ocorrerá pela observação da participação do aluno quanto a: 
Sua interação com os materiais propostos e de como apropriou-se dos conhecimentos abordados em cada etapa. 
Da coragem e confiança que demonstrou em se aventurar na modelagem de esculturas, na  criatividade e imaginação com a  qual baseou  as suas obras. 
Sobre a sua dedicação e  satisfação com o resultado final. 
 Na apreciação e respeito que nutre por sua produção artística assim como pela dos demais colegas. 

Referencias bibliográficas 
  
 NOVA ESCOLA. Mãos na argila para ampliar perspectivas. Disponível em:  http://acervo.novaescola.org.br/fundamental-1/maos-argila-ampliar-expectativas-741527.shtml Acessado em: 20/11/2016. 

JORNAL DA  UEM – Universidade Estadual de Maringá. Argila como instrumento de estimulação neuropsicomotoraDisponível em:  


 MOREIRA, Lucia ConceiçãoO ATENDIMENTO EDUCACIONAL À PESSOA COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL COM SEVERO COMPROMETIMENTO: CONTRIBUIÇÕES DA PSICOLOGIA HISTÓRICO-CULTURAL . 2011. Dissertação  para Pós- graduação - Programa de Pós-Graduação em Psicologia do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade Estadual de Maringá. Maringá. 2011 


LEMOS, Denise; ZAMPERTTI, Maristani: Modelagem com Argila para crianças.  Estudo de caso para licenciatura. Centro de Artes/UFPel). 2014 


OLIVEIRA, Alessandra:  Escultura e imaginação infantil: Um mar de histórias sem fim. TeseColegiado do Curso de Pós-Graduação em Educação do Centro de Ciências da Educação. Universidade federal de Santa Catarina. 2008. 

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O Boto cor-de-rosa e o Pescador

O Boto cor-de-rosa e o Pescador.



 O Sol ainda estava nascendo quando nas águas do rio Amazonas apareceu um pescador determinado a pescar um boto cor-de-rosa.

Ele chegou com o seu barco branco com bordas azuis e o deixou ancorado no meio do rio. Arrumou o seu equipamento de pesca, lançou a rede nas águas e  sentou-se em seu banquinho vermelho tomando posição para iniciar a pescaria.

Infelizmente um filhote boto cor-de-rosa nadava despreocupado na companhia da sua mãe. Eles não perceberam que estavam se aproximando do barco do pescador, quando ingenuamente o filhote caiu na armadilha e ficou preso na rede de pesca.





Desesperado, o filhote chorou pedindo ajuda para a sua mãe, que tentava sem sucesso rasgar a rede para liberta-lo.

O pescador puxou a rede para o barco e comemorou a captura do boto cor-de-rosa, mesmo ele sendo apenas um  filhote indefeso.





A mamãe boto ficou muito triste, mas ela não desistiria de salvar o seu filhote. Foi quando teve a ideia de pedir  ajuda para a Iara.

A Iara, é uma linda sereia, dona de uma voz mágica que encanta os seus ouvintes. Ela vive no rio Amazonas e se ocupa em proteger as suas águas assim como todos os seres que vivem nela.

Quando a mamãe boto encontrou a Iara, contou para ela tudo o que aconteceu ao seu filhote e pediu a sua ajuda.






 - Iara, por favor. – Disse a mamãe boto. – Salve o meu filhote, ele está no barco de pesca, preso na rede.
 - Eu vou te ajudar. – Respondeu a Iara. – Vou distrair o pescador cantando para ele, enquanto isso você ira nadar por trás do barco e resgatar o  seu filhote  puxando a rede em que ele está preso para fora, quando ele cair na água, pedirei ajuda para o jacaré-açu rasgar a rede com seus dentes fortes.


A mamãe boto ficou muito animada com o plano da Iara, e a guiou para o local onde o barco de pesca estava ancorado.

Rapidamente a Iara imergiu das águas em seu belíssimo trono de feito de pedras e galhos de árvores, enfeitado com rosas vermelhas e começou a cantar para o pescador que ficou imóvel, como se estivesse hipnotizado.

A mamãe boto, não perdeu tempo, nadou  até popa do barco pendurando-se nela. Esticou-se toda ate alcançar o seu filhote. Ela conseguiu  puxar com a boca a rede na qual o seu pequeno filhote estava enrolado e o tirou para fora barco.



Assim que o filhote caiu na água, o jacaré-açu avisado pela Iara, entrou no rio e rasgou a rede de pesca que prendia o filhote, devolvendo-lhe para a sua mamãe.




Muito felizes mãe e filho nadaram para bem longe do barco de pesca, para sempre gratos a Iara.
Mas essa história ainda não acabou para o pescador. A Iara precisava afasta-lo do rio.




 E mais uma vez ela contou com a ajuda do jacaré-açu, que chamou os seus amigos para dar um susto no pescador.
Mas antes de ser surpreendido pelo jacaré-açu, o pescador foi avisado pela Iara, que a pesca ao boto cor-de-rosa é proibida, e que nunca mais deviria voltar com o seu barco de pesca.
Muito assustado, o pescador partiu em retirada com o seu barco, e nunca mais foi visto pelo rio Amazonas.



História e ilustração: Marina Tanzi

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Contação de histórias

A cobra e o pezinho de limão







A dona formiga e a senhorita joaninha, encontraram um ovinho debaixo do pezinho de limão.
- Quem será que botou este ovo? - Perguntou a dona formiga.
- Eu não sei. - Respondeu a joaninha. - Vamos ter que esperar. - continuou a joaninha. -  Que tal voltarmos amanhã?



No dia seguinte. A dona formiga e a senhorita joaninha voltaram e para surpresa de todos uma cobrinha estava nascendo do misterioso ovo.
- Seja bem- vinda, dona cobra. - disse a joaninha.
- Obrigada. - Respondeu a dona cobrinha.- Por favor, venham sempre me visitar. - Pediu a cobrinha.
- Pode deixar, amanhã mesmo estaremos de volta. - Respondeu a dona formiga. 


Atendendo ao pedido da cobrinha, a dona formiga e a senhorita joaninha retornaram para visitá-la. Mas para a surpresa de todos a cobrinha estava em cima do pezinho de limão.
- Dona cobra, como a senhora subiu no pezinho de limão, se a senhora não tem e nem tem mão? - Perguntou a formiga.
- Eu só conto se vocês cantarem pra mim. - pediu a cobrinha.
Atendendo ao pedido da cobrinha. a dona formiga e a senhorita joaninha começaram a cantar:
- A cobra não tem pé. A cobra não tem mão, como é que ela sobe no pezinho de limão?
- Eu vou me enrolando no pezinho de limão, até chegar aqui em cima. - Respondeu a cobrinha.
No dia seguinte, a dona formiga e a senhorita joaninha, foram novamente visitar a cobrinha. E para a surpresa de todos, ela estava descansando embaixo do pezinho de limão.



- Mas dona cobra, como foi que a senhora desceu do pezinho de limão? - Perguntou a dona formiga.
- Eu só conto se vocês cantarem pra mim. - Pediu a cobrinha.
E assim, mais uma vez atendendo ao pedido da cobrinha, a dona formiga e a senhorita joaninha começaram a cantar:
- A cobra não tem pé. A cobra não tem mão, como é que ela desce do pezinho de limão?
- Eu vou escorregando até chegar ao chão. - Respondeu a cobrinha.
A dona formiga e a senhorita joaninha, continuam visitando a cobrinha que mostrou ser um amiga cheia de surpresas.


A maquete foi feita de argila, papelão, massinha de modelar e cola branca.

Dica: A argila resseca com o tempo e tende a se despedaçar, para evitar que isto ocorra com a sua maquete misture a argila com cola branca.

As crianças podem participar da confecção da maquete, como por exemplo; amassando a argila com cola branca para a construção da base ou fazendo bolinhas de massinha de modelar para a copa da árvore.
   Dica: É importante valorizar a contribuição artística da criança  na construção da maquete para que ela sinta-se inserida no projeto, o que com certeza irá aumentar o seu interesse pelas atividades que serão desenvolvidas no futuro utilizando a maquete em questão. 





segunda-feira, 8 de agosto de 2016

A Lenda do Morro do Saboó

https://youtu.be/MA12bXdscDk





A lenda do Morro do Saboó



Era uma vez, há muito tempo. Um velho dragão que buscava por um lugar tranquilo para desancar na sua velhice.

O velho dragão pediu ajuda para um sábio chinês que conhecia o mundo inteiro.

- Existe neste mundo algum lugar calmo para um velho dragão descansar? - perguntou o dragão para o sábio chinês.

- Sim! - respondeu o sábio chinês. - Conheço um lugar perfeito para você, mas terá que dar a volta ao mundo para chegar até lá.

- Não tem problema. - Respondeu o velho dragão, já animado com a viagem que faria. - Ainda tenho energias para viajar.

- Pois bem! - disse o sábio chinês - Este lugar é a cidade de São Roque. Lá você vai encontrar lindos ipês amarelos que enfeitam a cidade,  poderá se deliciar com cachos de uvas  que dão um suco maravilhoso. E você ainda vai conhecer uma flor muito apetitosa chamada alcachofra.

Muito empolgado com o que ouviu, o velho dragão viajou com a ajuda de um mapa, dado pelo sábio chinês.

Mas quando chegou em São Roque, o velho dragão encontrou os são-roquenses apavorados com um vulcão que ameaçava entrar em erupção e destruir a cidade.

Ao ver a cidade em perigo, o velho dragão não pensou duas vezes, deitou-se em cima do vulcão, tampando a cratera com a sua enorme barriga.

O velho dragão achou o vulcão muito quentinho e aconchegante e foi adormecendo devagarzinho até cair em um sono profundo.

A cidade foi salva, e os são-roquenses foram muito gratos ao velho dragão que permanece adormecido até os dias de hoje, no lugar que chamamos de Morro do Saboó








Autoria: Marina Tanzi